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domingo, 9 de maio de 2010

RADICAL SOFTWARE

Radical Software, Volume I, Number 1
The Alternate Television Movement,
Spring 1970


Vale a pena consultar o site dedicado à revista criada 1970, RADICAL SOFTWARE. Lá encontram-se dados históricos e bibliográficos, e todos os 11 volumes publicados até 1974 - primeiro volume constituído por cinco números e segundo volume constituído por seis números. Tal como no caso dos recentes posts aqui feitos, o conteúdo de cada revista está disponível gratuitamente, como parte de um projecto de divulgação de obras que, devido à sua baixa tiragem e falta de reedições, caíram, em parte, no esquecimento, merecendo um lugar na história e sem dúvida na contemporaneidade.
Neste caso, o projecto Radical Software visava explorar a tecnologia como força cultural, veículo de informação que se pedia acessível a todos e de forma gratuita, envolvendo o espectador neste medium ("Television is the software of the earth" surge no primeiro artigo do número aqui apresentado). São curiosas outras referências contemporâneas deste projecto, como as ideias utópicas de uma educação global via TV expressas por Buckminster Fuller (ver Utopia or Oblivion), e convém dizer que surge uma sua entrevista transcrita nesta revista; e as distópicas como o surgimento nos anos 80 do movimento cyberpunk, e experiências como o filme Videodrome de Cronenberg. No "Address to readers" deste número:


"Power is no longer measured in land, labor, or capital, but by access to information and the means to disseminate it . As long as the most powerful tools (not weapons) are in the hands of those who would hoard them, no alternative cultural vision can succeed . Unless we design and implement alternate information structures which transcend and reconfigure the existing ones, other alternate systems and life styles will be no more than
products of the existing process."

Um pequeno e final detalhe: no início de cada revista surge esta pequena maravilha:

"To encourage dissemination of the information in Radical Software we have created our own symbol of an x within a circle. This is a Xerox mark, the antithesis of copyright which means DO copy. (The only copyrighted contents in this issue are excerpted from published or soon-to-be-published books and articles which are already copyrighted .)"

domingo, 25 de abril de 2010

Public Collectors

"The purpose of this project is for large collections of materials to become accessible so that knowledge, ideas and expertise can be freely shared and exchanged. Public Collectors is not intended, nor should it be used, for buying and selling objects. There are many preexisting venues for that. "

O projecto Public Collectors visa disponibilizar colecções ao público. Através da digitalização e através do acesso público a essas colecções. Parte do público, cada colecção é fornecida por diversos colecionadores que desejam divulgar os artigos que tanto prezam, enviando um inventário e colocando a sua colecção à disposição de quem a quiser ver, investigar. Responde-se assim ao défice de colecções públicas ou museulógicas das infindáveis colecções possíveis com o infinitude de artigos que nos rodeiam, e cada um de nós, vai, de uma forma ou de outra, acumulando. Dentro dos conteúdos digitalizados experimentem investigar a secção de livros e revistas há muito fora do mercado.

Lloyd Kahn, Robert Easton and others - Domebook 1, Pacific Domes, 1970, 56 pages, over-size paperback

Lloyd Kahn - Domebook 2, Pacific Domes, 1971, 128 pages, over-size paperback

Na secção Documentation of Complete Publications in PDF form experimentem fazer o download de dois excelentes livros da década de 70 baseados na Geodesic Dome formulada por Buckminster Fuller através dos seus estudos para uma reformulação do conhecimento e aspirando uma Utopia para todos. São no fundo D.I.Y., de excelente grafismo, para a construção de habitats geodésicos.




Charas, The Improbable Dome Builders, By Syeus Mottel, Drake Publishers, Inc., 1973, 191 pages, hardback

Sobre esta temática experimentem também consultar o site Let's Re-make. Todos os meses disponibilizam um livro completamente digitalizado em boa resolução, e no mês de Janeiro encontram esta pérola. Relato de um encontro entre um grupo de jovens de um gang auto-intitulado Charas que na tentativa de resolver problemas dentro da sua comunidade se envolvem com Buckminster Fuller. O resutado é uma habitação inspirada no mesmo conceito, para servir a comunidade.









Noções Elementares Àcêrca da Cultura da Cebola. Número 4 da Série B da Campanha da Produção Agrícola, do Ministério da Economia de 1942. Esta pequena publicação, juntamente com o número 1, "Horticultura Familiar", já aqui publicada, pertence a uma campanha lançada pelo então Ministério da Economia (note-se a ausência de um Ministério da Agricultura, e a incorporação das actividades productivas na Economia), destinada a informar os pequenos e grandes productores agrícolas. São pequenos, sintéticos, facilmente distribuídos. Tal como dito no post anterior, a data, 1942, enquadra-se dentro do período de racionamento movitado pela Segunda Guerra Mundial. O que se saliente aqui é sobretudo o mote da capa, actual:
JÁ FÊZ A CONTA AO QUE GASTA ANUALMENTE NA COMPRA DE PRODUTOS HORTÍCOLAS?

Nada 14

Capa da Nada 14

SUMÁRIO
Cultura somática e subjectividade - Maria Cristina Franco Ferrazo
Poemas retirados do ciclo inédito: E riscava a palavra dor no quadro negro - Luís Quintais
Os perigos do Romantismo ou o leitor nocturno - Jorge Leandro Rosa
Propostas para a revisitação de um Romantismo frio - Entrevista a Olivier Schefer por Jorge Leandro Rosa
Cinco saltos para uma piscina vazia - Rui Manuel Amaral
A selva dentro da selva - Luís Quintais
A religião sensual da multidão: arte e abstração em Negri- Alberto Toscano
Analogia, Deo Abscondito, a descrição do mundo - João Maria Gusmão
Sobre a Imagem-Informação a partir de Harun Farock - Emerson Freire
Estética Digital como experiência transmedial de recombinação "viva" - Patrícia Gouveia
A política como actividade inteligente - Daniel Innerarity
O ponto de vista da cegueira: restos e sobras da vida em laboratório. - Entrevista a Herwig Turk e Paulo Pereira por João Urbano
Fenómenos - Carla Filipe
Memento Excadescere - Aécio Amaral
A Cidade Contínua - João Urbano

Foi lançado no passado sábado, dia 24 de Abril de 2010, o número da revista portuguesa Nada. Podem encontrá-la nas principais livrarias. Tal como já referido num anterior post sobre esta revista, para adquirirem números passados (excepto os números 1&2 já esgotados), tentem livrarias independentes. A voragem das principais cadeias livreiras não permite, como sabem, manter um livro quieto por muito tempo.


domingo, 28 de março de 2010

Horticultura Familiar














Bolhetim português publicado pela Direcção Geral dos Serviços Agrícolas, então do Ministério da Economia, em 1942. Parte de uma iniciativa não apenas nacional ou europeia, é um movimento mundial que surge em alguns países afectados directa ou indirectamente pela Segunda Guerra Mundial. Na cultura anglófona ficaram conhecidos como Victory Gardens - armas de combate ás dificuldades económicas e alimentares impostas pelo conflito em que na base se encontra uma necessidade de cada individuo contribuir de alguma forma para o esforço de guerra, conseguindo-se aqui uma activação da população citadina para um hábito tão necessário e um consequente efeito psicológico, moralizante (Victory!). Este é um dos exemplos da sua concretização em Portugal. Um incentivo, prático e simples, à agricultura na cidade e pelo citadino como forma de resposta individual a um problema mundial. Com 68 anos. O exemplar aqui apresentado é de um dos membros do blogue, responsável pela sua digitalização e apresentação a todos, e como sempre, empresta.

quarta-feira, 24 de março de 2010







19
saiu

Portugal:Tree Map. Criação do fundador do lugar visualcomplexity.com, Manuel Lima. Portugal como uma grelha de quadrados e rectângulos reflectingo ou a população de cada município ou a área de cada um. "Este é um dos primeiros, ou porventura o primeiro exemplo da aplicação de um método de visualização Treemap à distribuição da área e população municipal portuguesa. Neste caso particular e devido à sua divisão ortogonal, este método permite um percepção imediata dos variações quantitativas entre os 308 municípios portugueses, consoante a sua área e população." in Portugal:TreeMap.

&

O lugar dára origem a um livro. O BLDGBLOG também já originou um livro.


domingo, 21 de março de 2010

The Medium is the Massage


"All media work us over completely. They are so pervasive in their personal, political, economic, aesthetic, psychocological, moral, ethical, and social consequences that they leave no part of us untouched, unaffected, unalterd. The medium is the massage. Any understanding of social and cultural change is impossible without a knowledge of the way media work as enviroments


All
media
are
extensions
of
some
human
faculty-
psychic
or
physical"
Marshall McLuhan, Quentin Fiore


Encontram este livro, nesta ou em outra edição, na amazon e sites similares. Talvez, mas dificilmente, consigam encontrá-lo numa estante em Portugal. De novo: um membro desta casa tem um e empresta.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

As Cidades Invisíveis

"Se quiserem acreditar, muito bem. Agora vou contar como é Octávia, cidade teia de aranha. Há um precipício no meio de duas montanhas escarpadas: a cidade está situada sobre o vácuo, ligada aos dois cumes por teleféricos e correntes e passarelas. Caminha-se sobre as travessas de madeira, com cuidado para não meter os pés nos intervalos, ou agarrados às malhas de cânhamo. Por baixo não há nada por centenas e centenas de metros; corre uma ou outra nuvem; entrevê-se mais abaixo o fundo do precipício.
Esta é a base da cidade: uma rede que serve de passagem e de apoio. Tudo o resto, em vez de se elevar por cima, está pendurado por baixo: escadas de corda, camas de rede, tendas suspensas, cabides, terraços como barcas, odres de água, bicos de gás, espetos, cestos pendurados por cordéis, monta-cargas, duches, trapézios e aros para os jogos, teleféricos, candelabros, vasos com plantas de folhagens pendulares.
Suspensa no abismo, a vida dos habitantes de Octávia é menos incerta que noutras cidades. Sabem que mais do que um certo ponto a rede não aguenta."
in As Cidades Invisíveis de Italo Calvino

Este livro encontra-se na maioria das livrarias (15€) mas se quiserem um dos elementos desta casa tem um exemplar e empresta...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Volume 21 : The Block


"Vast urbanizations in developed, developing and under-development countries have one common denominator: an immediate need for quality housing. Housing the billions: never before were those involved in architecture and construction confronted with such a challenge. A one-fits-all solution seems unthinkable since most mass housing schemes in the past failed and originated in dictatorship or total absence of power. Based on an analysis of one of the housing experiments of the past, the Soviet Microrayon, Volume proposes a new prototype. A housing block, which is custom-made but mass-produced and conceived via open source standards. "

Saiu o número 21 da revista Volume, dedicado à tipologia de bloco ou quarteirão, reúne uma série de ensaios e projectos com grande qualidade. Não é portanto uma revista de arquitectura votada ao inventário fotográfico e técnico de projectos, mas sim de questionamento e discussão de um tema selecionado. Entontram-se disponíveis no site os seguintes ensaios, incluídos neste número:

Editorial
Industrialised Building Speech, 1954
Mass Housing Guide
Standards, Classes, Formats
L.A. Collective
Isa Andreu vs. Gropiusstadt

Rara, encontram-na na livraria Tema, em Lisboa, num valor a rondar os 20€.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Roma


Short Sad Text (based on the borders of 14 countries)
Small sculpture, made out of soap and human hair. Edition: 2 (number one of the edition was left behind in a public toilet in Oslo, number two is a work of art). It also exists as a take away postcard.
De Oksana Pasaiko

Roma Publications, projecto editorial independente de livros, volumosos ou brochuras, cartões e posters, peças individuais em vários suportes, papel, vídeo e outros, sobretudo ligados ao mundo artístico do norte e centro europeu, centrado no design ou arte gráfica ou tipográfica ou estilográfica, muitas vezes passando pelo mundo da publicidade e midia. Parecerá estranho a muitos todo o seu conteúdo, mas entre as suas já numerosas publicações certas coisas facil ou engenhosamente contribuirão para o nosso mundo arquitectural. O exemplo acima poderá ser um, bastante divulgado aquando da rectrospectiva que a culturgest dedicou a esta editora uns anos atrás.



Multiplicity / Frank van der Salm
Published on the occasion of the exhibition Multiplicity at the Fries Museum, Leeuwarden. Text by Shumon Basar and Frank van der Salm De Frank van der Salm



Ghent / Lisbon / Porto Drawings
Book about a series of site specific wall drawings by Lodewijks produced in streets and exhibition spaces in Ghent, Lisbon and Porto. Text by Frank Maes (English, Portuguese, Dutch).
De Bart Lodewijks

Infelizmente é quase impossível encontrar peças desta editora em Portugal. A única forma será encomendar via internet, através do seu site ou outro. O último livro aqui mostrado esteve (estará?) disponível para venda na culturgest - um dos elementos desta casa tem um exemplar e empresta.

domingo, 18 de outubro de 2009

Garden Poems

Garden Poems da Everyman's Library


Lá dentro:
John Milton
Ovidio
E.E. Cummings
Thom Gunn
John Donne
James Merrill
Wallace Stevens
Robert Browning
Shakespeare
[...]



Post um pouco temático. A verdade é que a colecção de Pocket Poets a que este livro pertence tem uma grande qualidade. Sempre temáticos, coleccionam um vasto número de grandes poetas. Para encontrarem este ou qualquer outro livro experimentem visitar a livraria Poesia Incompleta. Caso o rapaz-livreiro não tenha no momento, certamente conseguirá encomendar.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

3ª Paisagem

Gilles Clément

"The whole of abandoned spaces, which are the main territories of refuge for biological diversity. It includes leftover territory, both rural and urban, and the untilled zones: the edges of roads and fields, of industrial areas and nature reserves. It is the space of indecicion, and the living things that occupy it act freely. To see the Third Landscape as a biological necessity that influences the future of living things modifies our interpretation of the territory, attributing value to places that ar normally neglected" in Planetary Gardens - um rapaz desta casa tem um exemplar. E empresta.



( ...especialmente para todos os que ouviram esta noção sair da boca de um estudante de arquitectura civil, direita a um arquitecto paisagista, na forma de pergunta )

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Nada



Revista Nada
A Nada é uma plataforma pluridisciplinar, de pensamento, arte e ciência, que se debruça em especial sobre a tecnocultura. Existimos em suporte papel desde Outubro de 2003. Este site não pretende ser uma replicação da revista Nada, prosseguirá seu próprio caminho.
Editorial João Urbano

"Melhor que qualquer programa de intenções iniciamos a partir deste momento este como que trabalho inqualificável e indisciplinar que é o site Nada. Não se trata de um duplo da revista Nada ou de um mero suplemento desta, nem se trata de uma revista electrónica. É certo que as linhas de força da revista Nada prosseguirão, embora explorando as virtualidades de um outro suporte, que não o papel. Neste sentido, trata-se não só de construir paulatinamente um arquivo num suporte electrónico com os materiais que a revista Nada vem acumulando ao longo dos últimos cinco anos, como de poder intervir sobre a actualidade cultural, recusando sempre o hoje jornalístico ou qualquer dobra que cheire a jornalismo cultural. Preferimos trabalhar directamente com os filósofos, os artistas e os cientistas, promovendo a hibridação entre campos disciplinares distintos e projectando linhas de força que intensifiquem uma arte laboratorial e um pensamento experimental que ousa quase tudo e não evita questionar a tecnocultura e a demanda de uma pós-humanidade, mesmo que falhada. Assim sendo uma plataforma destas poderá fortalecer e alargar aquilo que começou com a revista Nada (que prosseguirá), e tecer em seu redor um conjunto de alianças e cumplicidades criativas com laboratórios, universidades, artistas, cientistas, e um público leitor global, até pelo uso da língua inglesa em paralelo com o uso do português. O suporte electrónico alocado na internet é hoje um meio privilegiado não apenas de divulgação mas de promoção de ligações e da criação de cumplicidades globais que nos proporciona um outro tipo de trabalho em rede. Estas alianças são fundamentais para a investigação e a concretização de determinados projectos, assim como para a gestação de uma comunidade heteróclita e pluridisciplinar de artistas, cientistas, filósofos, etc. Nesse sentido pretendemos reforçar um trabalho de divulgação e de experimentação destas morfologias híbridas que nos parecem determinantes para o devir do pensamento, da arte e da ciência. De algum modo fomentamos o cruzamento de artistas com cientistas, com filósofos, etc., e pensamos que o trabalho teórico, crítico e artístico deve ter um carácter fortemente experimental. Trata-se também de aproximar disciplinas e seus agentes que muitas vezes vivem em ilhas e de conectar essas ilhas, promovendo ligações estranhas e o impróprio. Que juntos lidamos melhor com a complexidade, a fragmentação e o devir.
Este é um jogo de ligações heteróclitas. A Nada não pertence a nenhum sistema específico, nem ao literário, nem ao cientifico, nem ao artístico, ela está fora do lugar, fora dos sistemas ou campos disciplinares de saber e de seus mecanismos de legitimação, mas vai buscar a esses diversos campos aqueles que podem jogar ao lado. Trata-se da liberdade de dobrar a tecnocultura, tendo-a como material disponível, recombinável e mesmo literário. Trata-se de articular saberes muito diferentes, um mosaico de peças irregulares que não encaixam umas nas outras mas que nessa tensão instalam um campo de forças que afinamos, que se trata de parasitar a dispersão, de compor algo com a multiplicidade, sem a reduzir ou sem a tentar integrar numa totalidade qualquer. Trata-se de abrir caminho. Uma espécie de sobrevir, de compor indícios de mundo com essa multiplicidade de saberes e modos de conhecer, sem sermos apagados por eles, e de operar arrastando-os. Como se trabalhássemos entre as disciplinas. Uma máquina celibatária que promove as ligações pluridisciplinares ou a ascese do híbrido. E isto sem temer ir a jogo mesmo sabendo tão pouco, sendo tão escasso aquilo que dominamos, caso dominemos alguma coisa, embora se trate de afinar o que sobrevém sobre todos os dispositivos de cálculo, de poder e de mercantilização do desejo." in...
(com custo na ordem dos 10€, talvez muito para uma revista e razoável para um livro; a Nada está entre os dois; podem encontrá-la, sobretudo o último número, na FNAC, e, para todos os outros números, tentem uma boa livraria então: Poesia Incompleta ou Artes e Letras, serão muito bem recebidos nestas)

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

1 e 1 e 1

Um Arquitecto (Português)
Uma Revista
Um Projecto

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Editora

Lars Muller Publishers
DesignArchitectureArtPhotography




"The Image and the Region Making Mega-City Regions Visible!
Edited by Alain Thierstein and Agnes Förster


Mega-city regions are currently a frequent topic of discussion. Researchers are exploring the fundamentals for understanding the role of metropolitan regions and their social, economic, and cultural developments on a national and European basis. The responsible decision makers in politics and business are calling for new measures for greater urban areas. But that is just the start of the problem: Europe seems to lack an awareness for metropolitan regions. For the majority of politicians, planners, institutions, and residents the features of mega-city regions remain invisible. They are scarcely charted; there are no concepts for representing them or any direct sensory understanding of them in everyday life. The book is based on the understanding that the visual depiction of mega-city regions is fundamental to identifying, acting, and developing within existing concentrations of urban populations. Through essays from various disciplines the book approaches the phenomenon and discusses the necessity to visualize mega-city regions.

16.5 x 24 cm, 288 pages, 270 illustrations, softcover
ISBN 978-3-03778-131-9 english






Miniature and Panorama
Günther Vogt

Miniature and Panorama offers a look at projects since 2000 by the firm Vogt Landscape Architects, Zurich/Munich, which is internationally active. With photographs, plans, and explanatory texts, this volume sets forth the intellectual foundation on which the projects of Vogt Landscape Architects are based. In words and pictures, it describes and illuminates thirty projects, organized according to the exterior typologies of landscape, park, square, garden, cemetery, courtyard, promenade, and interior. Among them are the exterior spaces of the Allianz Arena in Munich, various projects on Novartis Campus in Basel, and the Masoala Rain Forest Hall at the Zurich Zoo. The broad range of essays and articles by friends—Olafur Eliasson, Peter Erni, Hamish Fulton, Roman Signer, Olaf Unverzart, and Christian Vogt—expresses Günther Vogt’s conception of landscape architecture as a heterogeneous field combining a variety of disciplines from the natural sciences, the arts, and design.

16.5 x 24 cm, 576 pages, over 1000 illustrations, hardcover
ISBN 978-3-03778-069-5 english
ISBN 978-3-03778-068-8 german"
in Lars Muller Publishers


Lars Muller Publishers

Vogt Landscape Architects


(conseguem encontrar/encomendar ambos na Livraria A+A da Ordem dos Arquitectos, ali perto do Mercado da Ribeira)

terça-feira, 16 de junho de 2009

AA Words



"An 'object' is a work of architecture that is expressly cut off from its environment. Objects are not exclusive to any particular architectural style, but objectification has long been central to western architecture. Indeed, it might even be said to be the very strategy by which modernism succeeded in conquering the world. It is all-pervasive because it is consistent with the aim of the prevailing economic system: to transform virtually everything into a commodity.In Anti-Object, Kengo Kuma argues that this mindset prevents us from establishing a healthy relationship with the external world and suggests that an alternative form of architecture is not only desirable but possible as well. His approach is illustrated with a discussion of works by his office in which he has sought, by various tactics, to avoid objectification. The ideas embodied in these diverse projects have much in common with the Japanese tradition, not of 'monuments', but of 'weaker' buildings characterised by their use of natural light and natural materials." in AA


The Poetics of a Wall Projection
Jan Turnovský



Super Critical
Eisenmann & Koolhaas

Having Words

Denise Scott Brown

P.S. : estes livros podem ser encontrados na livraria da Ordem dos Arquitectos, a preços não muito simpáticos para o seu tamanho; se não encontrarem perguntem ás livreiras que possivelmente conseguirão encomendar.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Textos - Passado/Futuro I



"A respeito da Protecção da Natureza escrevemos, num trabalho apresentado ao 1º Congresso Nacional das Ciências Naturais, o seguinte:
“As Câmaras Municipais deveriam em vez de fazer a criação de jardins dispendiosos, em muitos casos, mandar reservar pequenas extensões de tratos de terreno bem situados, em que a vegetação natural se pudesse desenvolver, tendo apenas o cuidado de tornar os caminhos de acesso mais praticáveis. Em determinadas circunstâncias, as formações provávelmente secundárias, que assim fôssem surgindo, teriam ainda, depois dum estudo geobotânico cuidado, de ser submetidas a tratamentos especiais, para que a associação de plantas, que as constituam, seja o mais possível representativa duma flora que se aproxime da climax local, embora com a intervenão do homem, evitando-se que algumas espécies tomem grande preponderância em relação a outras que naturalmente existiriam nas condições primitivas, anteriormente às devastações praticadas.
Existem, em vários concelhos, terrenos revestidos de mato que bem escolhidos para êste fim, evitando-se o corte de mato ou a pastorícia na área considerada suficiente para o pequeno parque natural do Município”.
Esta indicação que demos e é fácil de realização em muitos casos, para Lisboa torna-se difícil, por quási não existirem terrenos nas condições referidas.
[...]
A par dos diversos jardins onde predominam as plantas exóticas, algumas de incontestável beleza e que tornam os recintos ajardinados extremamente agradáveis, um ou mais jardins regionais poderiam constituir mais um motivo de atractivo, de cunho particular.
Quantas lindas e variadas plantas, muitas das quais ainda se encontram nos arredores da cidade, deveriam figurar nesse ou nesses jardins.
E no último caso, se fôssem vários os jardins dêste género a criar, diferenças nítidas se lhe poderiam imprimir, dada a grande área da cidade e as diversas condições de solo em que esta está assente e até as diferentes exposições nela se encontram.
As árvores, os arbustos, os subarbustos, as ervas vivazes e até algumas anuais da região forneceriam um vastíssimo material para a escôlha e combinação de aspectos que deveriam, quanto possível, se aproximar dos naturais.
[...] Aí não haveria exotismos e todos os que por lá aparecessem deveriam ser inexoràvelmente expulsos. Tôdas as plantas comopolitas, ruderais e subespontâneas teriam que ser supremidas para não conspurcarem o conjunto da flora regional.
[...]
Dado o facto de consistirem de plantas perfeitamente adaptadas, por serem próprias do meio, estes jardins serão certamente muito mais económicos do que os existentes.
[...]
O baixo custo de manutenção de jardins da natureza a que nos referimos, permitirá aumentar fàcilmente a área de recintos ajardinados em Lisboa, o que é de grande importância para o futuro da população citadina, que actualmente não dispõe em número, extensão e disseminação em locais fàcilmente acessíveis, dos jardins que reputamos indispensáveis para a sua saúde e bem estar. [...]" Prof. João de Carvalho e Vasconcelos, 1943.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

"Árvores e Arbustos em Portugal"


Apresentação do livro Árvores e Arbustos em Portugal da autoria do Arquitecto Paisagista José Marques Moreira

16 de Dezembro, pelas 18h30m
na VINIPORTUGAL (Sala Ogival)
no Terreiro do Paço, Ala Poente.

Mais um acontecimento a não perder:

"Este livro vem colmatar uma grave falha na bibliografia fundamental da Arquitectura Paisagista em Portugal, e passará a constituir um marco na temática das plantas ornamentais em Portugal, com enorme interesse, em primeiro lugar para os arquitectos paisagistas e, por outro lado, para jardineiros e para um número crescente de amadores que se interessam pela jardinagem como actividade lúdica.

O Arquitecto Paisagista José Marques Moreira é um reconhecido especialista na utilização de plantas ornamentais em Portugal, tendo ensinado estas matérias ao longo de muitos anos no curso de Arquitectura Paisagista, sobretudo no Instituto Superior de Agronomia.

Esta obra é o resultado de um trabalho rigoroso de grande parte da vida do autor, que colige e sistematiza uma quantidade imensa de informação acerca de árvores e arbustos usados em Portugal, organizando-a e forma a permitir vários tipos de consulta - a lista principal com os nomes das plantas por ordem alfabética, referindo as características com maior significado para a sua aplicação, é complementada por listagens temáticas que facilitam procuras orientadas, como é o caso das dimensões ou da floração das diferentes espécies.

O elenco de cerca de 2300 plantas é ainda completado por imagens fotográficas de algumas centenas delas, permitindo assim o seu mais fácil reconhecimento." (Fonte: www.apap.pt)






quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Berlim: Reconstrução Crítica


"O que é que há de comum entre Berlim e o Ground Zero em Nova Iorque, o bairro do Chiado em Lisboa, ou o mercado do Bolhão no Porto? Respostas e reflexões sobre estes paralelismos vão passar, entre hoje e sábado, pelo projecto Berlim: Reconstrução Crítica, uma iniciativa que integra um ciclo de filmes, a edição de um livro e um seminário internacional que vai reunir alguns arquitectos portugueses com obra (ou projectos) na capital alemã e outros estrangeiros de um ou outro modo a ela ligados, sempre através da arquitectura." in Público - 04.11.2008