terça-feira, 8 de dezembro de 2009

As Cidades Invisíveis

"Se quiserem acreditar, muito bem. Agora vou contar como é Octávia, cidade teia de aranha. Há um precipício no meio de duas montanhas escarpadas: a cidade está situada sobre o vácuo, ligada aos dois cumes por teleféricos e correntes e passarelas. Caminha-se sobre as travessas de madeira, com cuidado para não meter os pés nos intervalos, ou agarrados às malhas de cânhamo. Por baixo não há nada por centenas e centenas de metros; corre uma ou outra nuvem; entrevê-se mais abaixo o fundo do precipício.
Esta é a base da cidade: uma rede que serve de passagem e de apoio. Tudo o resto, em vez de se elevar por cima, está pendurado por baixo: escadas de corda, camas de rede, tendas suspensas, cabides, terraços como barcas, odres de água, bicos de gás, espetos, cestos pendurados por cordéis, monta-cargas, duches, trapézios e aros para os jogos, teleféricos, candelabros, vasos com plantas de folhagens pendulares.
Suspensa no abismo, a vida dos habitantes de Octávia é menos incerta que noutras cidades. Sabem que mais do que um certo ponto a rede não aguenta."
in As Cidades Invisíveis de Italo Calvino

Este livro encontra-se na maioria das livrarias (15€) mas se quiserem um dos elementos desta casa tem um exemplar e empresta...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

United Nations Climate Change Conference - Copenhagen



Começou hoje a Cimeira de Copenhaga...fica aqui o site oficial para se manterem actualizados.

http://en.cop15.dk/frontpage

European Prize for Urban Public Space



"The European Prize for Urban Public Space is a biennial competition organized by six European institutions with the aim to recognize and encourage the recovery projects and defense of public space in our cities. The award, created in 2000, celebrates its sixth edition in 2010."

Não estamos aqui a dizer para se candidatarem, pelo que será um pouco complicado para nós (estudantes de arquitectura paisagista), mas podem sempre fazer uma pesquisa sobre os vencedores das últimas edições e talvez até deixar aqui uma crítica sobre algum dos projectos em questão...

domingo, 22 de novembro de 2009

Horta Popular



Horta Popular - O que é?

De uma forma simples, uma horta popular ou comunitária é um espaço verde onde as pessoas se encontram e cultivam vegetais ou flores, num terreno comum ou dividido em pequenos talhões para cada hortelão. Ao contrário de outros espaços verdes da cidade, a sua manutenção é feita pelos próprios utilizadores do espaço e não por profissionais.

O caso específico da Freguesia da Graça – onde se situa a Horta Popular?

Na intersecção da Calçada do Monte com a Rua Damasceno Monteiro, freguesia da Graça, existe um terreno que se apresenta abandonado há largos anos. Durante algum tempo houve alguns moradores que lá cultivavam os seus legumes, mas há quase uma década que essa actividade desapareceu. É nesse local, com excelente exposição solar, que está a nascer a Horta Popular, aproveitando também as árvores já existentes para criar agradáveis espaços para contemplação do casario e do rio, leitura ou conversa.


Como poderá o espaço da horta ser organizado?

A horta localiza-se numa vertente exposta a Sudoeste, com muito boa exposição solar. Distinguimos três zonas na horta. Uma zona plana com três pinheiros mansos, na parte superior. Esta é a parte mais indicada para a colocação de algumas plantas aromáticas e flores, mesas, cadeiras e eventualmente um baloiço. Local preferencial para realização de piqueniques, conversas, contemplação do casario do bairro, do Castelo de S. Jorge e do Rio Tejo.
A segunda zona é a da horta propriamente dita, onde se cultivam diversas variedades hortícolas em vários talhões comunais. É a zona de inclinação intermédia, o que ainda assim não dispensa a construção de pequenos socalcos.
Por fim, identificámos uma terceira zona, a que apresenta o declive mais acentuado, que pensamos utilizar como pomar. Dado que está a norte da parte hortícola, não existe problema com a projecção de sombra das árvores de fruto sobre as hortícolas.
Transversal a estas três zonas, pensámos em algumas infraestruturas de apoio, como uma casinha para sementes e ferramentas, uma casa-de-banho e um mini-bar.
À medida que o nosso conhecimento sobre o terreno for aumentando, pequenos ajustes surgirão necessariamente.


Contactos e localização
Na horta: Domingos a partir das 16h é o encontro geral
http://horta-popular.blogspot.com/

TRANSBOAVISTA


"O Edifício TRANSBOAVISTA VPF ART localiza-se na Rua da Boavista 84, em Lisboa; encontra-se instalado num edifício palaciano, antigo Palácio Marquês de Sampaio construído em 1712 e em grande parte reedificado em 1952.
O Transboavista é uma referência na cidade de Lisboa como estrutura artística e cultural, com o desígnio de estimular a produção e divulgação da arte contemporânea, para um grande número de público, fazendo-o através de um programa regular de exposições (temporárias), nas galerias VPF cream art, Rock Gallery e no espaço alternativo Plataforma Revólver, dando oportunidade aos visitantes que frequentam o edificio de dialogarem com a arte que se faz actualmente, dentro de um ambiente reconhecidamente internacional e sofisticado"

Actualmente podem ver as exposições Fireworks, Dimensão Radial, Voyager e A State of Affairs...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

SixSenth




Depois do nosso post sobre a tecnologia SixSenth, apresentada no TED pela senhora Pattie Maes, coordenadora do research group Fluid Interfaces do Media Lab MIT, referenciamos agora a participação de Pranav Mistry no TED. Um dos principais cérebros por trás desta tecnologia fala sobre os projectos que já concebeu, o problema, gerador do SixSenth, de uma omnisciência quanto ao mundo digital, e as ideias de futuro: passando por uma distribuição de hardware e freeware global e ubíqua, acessível.

Volume 21 : The Block


"Vast urbanizations in developed, developing and under-development countries have one common denominator: an immediate need for quality housing. Housing the billions: never before were those involved in architecture and construction confronted with such a challenge. A one-fits-all solution seems unthinkable since most mass housing schemes in the past failed and originated in dictatorship or total absence of power. Based on an analysis of one of the housing experiments of the past, the Soviet Microrayon, Volume proposes a new prototype. A housing block, which is custom-made but mass-produced and conceived via open source standards. "

Saiu o número 21 da revista Volume, dedicado à tipologia de bloco ou quarteirão, reúne uma série de ensaios e projectos com grande qualidade. Não é portanto uma revista de arquitectura votada ao inventário fotográfico e técnico de projectos, mas sim de questionamento e discussão de um tema selecionado. Entontram-se disponíveis no site os seguintes ensaios, incluídos neste número:

Editorial
Industrialised Building Speech, 1954
Mass Housing Guide
Standards, Classes, Formats
L.A. Collective
Isa Andreu vs. Gropiusstadt

Rara, encontram-na na livraria Tema, em Lisboa, num valor a rondar os 20€.



22 de Novembro, 2009
Câmara Clara


"O que é que o nosso Queijo da Serra tem a ver com as auto-estradas? O próximo Câmara Clara recebe o geógrafo Álvaro Domingues e o arquitecto paisagista João Nunes para um debate sobre território e paisagem. Porque precisamos de reconectar com a natureza."

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Aircar



http://www.mdi.lu/

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Architecting



"Criando um requiem para a América moderna, esta saga emocionante serpenteia pelo passado e o futuro do país, dando-nos uma análise iluminadora da psique americana. Através dos olhos da jovem arquitecta Carrie Campbell, o espectáculo fala de luto e recuperação durante momentos de apocalipse, desastre e mudança. Viajando entre um bar prestes a ser demolido na Nova Orleães pós-Katrina, a Guerra Civil Americana e o Sul de E Tudo o Vento Levou de Margaret Mitchell, entre a Hollywood dos dias de hoje e uma bomba de gasolina isolada no Arkansas, Architecting conta a história de americanos que tentam sobreviver enquanto o mundo debaixo dos seus pés não pára de mudar. Imperfeito ou não, este espectáculo é uma jóia rugosa e complexa que diz muito sobre a nossa civilização dominada pelas imagens nos ecrãs e pela América, e sobre o ponto de crise a que chegou. E faz isso enquanto atinge alguns momentos extraordinários de humor e beleza e energia teatral pura, onde a música sossegada e triste da humanidade – e o autêntico impulso erótico de um coração que encontra outro, uma diferença que encontra outra – se podem ouvir, por baixo de todo o rugido ensurdecedor deste nosso mundo velho e moribundo."

Culturgest
segunda 23, terça 24 e quarta 25 de Novembro de 2009

LE COOL

"A le cool magazine é uma revista semanal grátis, que apresenta uma selecção de concertos, d.j. sets, exposições, exibições de filmes antigos, peças de teatro e uma série de outros eventos culturais e de entretenimento. A le cool é também um guia de lojas, restaurantes, bares e outros locais de ócio, sem serem necessariamente trendy, apenas com qualidade e que valham realmente a pena. Em vez de impressa, esta magazine é enviada todas as quintas por e-mail aos seus subscritores, num formato gráfico horizontal, para ser consultada página à página, como se fosse uma revista de modelo tradicional, em papel."

Além da magazine semanal, a
le cool lançou também uma série de guias ALTERNATIVOS das várias cidades...existem algumas book stores em Lisboa em que o podem comprar.





Augusto Alves da Silva




"Augusto Alves da Silva é um dos mais importantes artistas portugueses revelados na década de 1990. Embora não trabalhe exclusivamente com a fotografia, é neste meio que tem executado alguns dos trabalhos mais marcantes no contexto artístico português dos últimos vinte anos. Augusto Alves da Silva tira partido da ilusória neutralidade da fotografia e dos códigos convocados automaticamente por determinados regimes de imagens (paisagem, retrato), apresentando imagens claras, nítidas, em que o excepcional nunca salta à vista, antes tendo de ser procurado; em que, no fundo, nunca nada é dado a ver de forma imediata, promovendo um diferimento que desmente retrospectivamente, consoante olhamos mais atentamente para cada imagem, aquilo que, num primeiro olhar, ela parecia significar."


23 Out 2009 - 31 Jan 2010
Museu de Arte Contemporânea de Serralves

domingo, 8 de novembro de 2009

Ciclovias LX


Ver Ciclovias de Lisboa e arredores num mapa maior


Um projecto editável por todos que queiram dar o seu contributo e experiência. É explicado como podem e devem editar. Linhas verdes para ligações Bike-Bus e veremelhas para ciclovias (é de notar a quantidade ínfima de clicovias e cobertura actual da cidade e metrópole). Mais um projecto que explora as possibilidades de um conceito similar ao OpenStreetMap (já referido neste blog), muito útil na exacta medida da participação de todos.

The Living

Foto de Chris Woebken


"Amphibious Architecture submerges ubiquitous computing into the water—the substance that makes up 90% of the Earth’s inhabitable volume and envelops New York City but remains under-explored and under-engaged. Two networks of floating interactive tubes, installed at sites in the East River and the Bronx River, house a range of sensors below water and an array of lights above water. The sensors monitor water quality, presence of fish, and human interest in the river ecosystem. The lights respond to the sensors and create feedback loops between humans, fish, and their shared environment. An SMS interface allows citizens to text-message the fish, to receive real-time information about the river, and to contribute to a display of collective interest in the environment.

Instead of treating the rivers with a “do-not-disturb” approach, the project encourages curiosity and engagement. Instead of treating the water as a reflective surface to mirror our own image and our own architecture, the project establishes a two-way interface between environments of land and water. In two different neighborhoods of New York, the installation creates a dynamic and captivating layer of light above the surface of the river. It makes visible the invisible, mapping a new ecology of people, marine life, buildings, and public space and sparking public interest and discussion. " in
The Living.




Vale bem a pena ver o site deste laboratório de arquitectura, propõem práticas e questões interessantes sobre o que deve ser a arquitectura, sua integração no mundo e no Homem. Vejam também o site do seu colaborador neste projecto, Chris Woebken.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

MIT


This demo - from Pattie Maes' lab at MIT, spearheaded by Pranav Mistry - was the buzz of TED. It's a wearable device with a projector that paves the way for profound interaction with our environment. Imagine "Minority Report" and then some.

A propósito deste video TED encontrámos mais um excelente conjunto de projectos do MIT. Pensando na informação gerada pelo meio onde o Homem se insere, na ecologia assim gerada, e na tecnologia de soft ou hardware que nos permite vê-la e trabalhá-la, fazia todo o sentido este post. Tal como no post anterior, a função poderá ser a arquitectura e não apresentamos estes projectos como gadgets ou curiosidades high-tech (muitos menos como sci-fi), mas como hipotéses de um futuro global e sistémico. Depois do Senseable city lab , falamos agora dos Research Groups do Media Lab:


Affective Computing
Biomechatronics
Camera Culture
Cognitive Machines
Computing Culture
Design Ecology
Fluid Interfaces
eRationality
Human Dynamics
High-Low Tech
Information Ecology
Lifelong Kindergarten
Molecular Machines
Music, Mind and Machine
New Media Medicine
Object-Based Media
Opera of the Future
Personal Robots
Responsive Environments
Smart Cities
Software Agents
Speech + Mobility
Synthetic Neurobiology
Tangible Media
Viral Communications


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

HWKN

Fonte: Architizer


Mini Rooftop NYC. Projecto temporário criado a pedido de uma marca automóvel para um terraço nova iorquino. Podem vê-lo no site dos HWKN ou na rede social do micro(?)-cosmos Arquitectura, com a típica base inter-relacional e uma base de dados livre de projectos, firmas, blogs, Architizer.




Matthias HOLLWICH e Marc KUSHNER fundam um atelier jovem baseado em Nova York. Criando peças de design, projectos de arquitectura de inteior e edifícios que por vezes colocam em causa o limite tradicional entre interior/exterior, arquitectura/arquitectura paisagista, viram-se para um futuro onde o Homem mantém os seus hábitos de consumo e ecologia e arquitectura se aliam a toda a escala. Criam o conceito de Econic design = Ecology + Icon, onde a função é a própria arquitectura e a tecnologia é distituída do seu mero carácter de 'adereço'.



Fonte: Pruned


MEtreePolis, Atlanta, 2108: manipulação genética permite melhor aproveitamento das capacidades electricas dos seres fotossintéticos, tornando essa função a própria arquitectura - fusão do verde e inerte num mesmo corpo complexo, aproveitando água, electricidade e espaço. Projecto presente na Bienal de Veneza 2008.

ECO - AJITAR

Iniciativa de um grupo de jovens de Palmela. Pedem a participação de todos.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Roma


Short Sad Text (based on the borders of 14 countries)
Small sculpture, made out of soap and human hair. Edition: 2 (number one of the edition was left behind in a public toilet in Oslo, number two is a work of art). It also exists as a take away postcard.
De Oksana Pasaiko

Roma Publications, projecto editorial independente de livros, volumosos ou brochuras, cartões e posters, peças individuais em vários suportes, papel, vídeo e outros, sobretudo ligados ao mundo artístico do norte e centro europeu, centrado no design ou arte gráfica ou tipográfica ou estilográfica, muitas vezes passando pelo mundo da publicidade e midia. Parecerá estranho a muitos todo o seu conteúdo, mas entre as suas já numerosas publicações certas coisas facil ou engenhosamente contribuirão para o nosso mundo arquitectural. O exemplo acima poderá ser um, bastante divulgado aquando da rectrospectiva que a culturgest dedicou a esta editora uns anos atrás.



Multiplicity / Frank van der Salm
Published on the occasion of the exhibition Multiplicity at the Fries Museum, Leeuwarden. Text by Shumon Basar and Frank van der Salm De Frank van der Salm



Ghent / Lisbon / Porto Drawings
Book about a series of site specific wall drawings by Lodewijks produced in streets and exhibition spaces in Ghent, Lisbon and Porto. Text by Frank Maes (English, Portuguese, Dutch).
De Bart Lodewijks

Infelizmente é quase impossível encontrar peças desta editora em Portugal. A única forma será encomendar via internet, através do seu site ou outro. O último livro aqui mostrado esteve (estará?) disponível para venda na culturgest - um dos elementos desta casa tem um exemplar e empresta.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Folheto informativo disponibilizado pela Fundação Serralves.


No seguimento da conferência em 2008 dedicada à Sustentabilidade da Gestão dos Espaços Verdes, a Fundação apresenta 10 de Novembro um olhar sobre a metrópole:
"A expansão das áreas metropolitanas associada à sua atractividade para a fixação das populações humanas à escala mundial e regional é um fenómeno indissociável da paisagem de hoje e uma herança do século passado. Os problemas e os desafios que se nos colocam são diversos e a Fundação de Serralves promove esta conferência com o intuito de debater e contribuir para o entendimento de uma das facetas deste fenómeno e herança: a ecologia e a sustentabilidade. " in Fundação Serralves


Programa:

10 Novembro 2009
Das 09h30 às 18h00, terça-feira

Auditório de Serralves

09h30Recepção dos participantes

10h00 Abertura
10h30Paris-Ile-de-France : do Plano Verde Regional ao Sistema Regional de Espaços Abertos - Nicolas Laruelle, Institut d`Aménagement et d’Urbanisme, Paris-Ile-de-France)
11h00A rede de parques de Estocolmo e a sustentabilidade - Lars Nyberg
11h30Forma e biodiversidade no espaço público urbano – Paulo Farinha Marques, CIBIO UP
12h00Debate
Moderação - Laura Costa Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
14h00O Plano de Protecção da Huerta de Valência, Aránzazu Muñoz, Conselheria de Meio Ambiente de Valencia
14h30Paisagem e recreio na Holanda: consequências da mudança de políticas na paisagem metropolitana do Randstad, Alexandra Tisma .Netherlands Environmental Assessment Agency, The Hague
15h00A sustentabilidade do espaço público – Isabel Silva e Maria José Curado (CIBIO UP)
15h30Debate
Moderação – Teresa Portela Marques, Faculdade de Ciências da Universidade do Porto
16h00Intervalo
16h30Mesa redonda
Célia Ramos, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região do Norte
Emídio Gomes, Junta Metropolitana do Porto e Universidade do Porto
Marta Pinto, Centro Regional de Excelência para a Sustentabilidade, CRE_Porto
Margarida Cancela de Abreu, Presidente da Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas*
Álvaro Domingues, Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto
Moderação, Teresa Andresen
18h00Encerramento

sábado, 31 de outubro de 2009

LET'S DO IT



Há um ano na Estónia a população conseguiu limpar O país num só dia.
Agora em Portugal foi lançado o mesmo desafio: "Limpar Portugal" no dia 20 de Março de 2010.

ZAAT


Para que serve um parque de estacionamento? Esta é fácil: para expor arte. E para estacionar carros, motas, motocicletas, bicicletas, albergar máquinas de pagamento manuais e automáticas, empregar dois ou três seguranças e gastar dinheiro. Mas falemos da aplicação mais cultural, a decorrer durante aproximadamente um mês no parque da Praça da Figueira. A ZAAT, mostra de Artes Visuais e Sonoras, apresenta-nos um parque galeria com exposições de Fotografia, Instalações, Vídeo e Stereo Pictures, de artistas como Vincent Boisselier, Jordi Burch, Patrícia Almeida, Olivier Perriquet, entre outros.
O parque de estacionamento resume-se a um espaço quotidiano e fechado que releva de uma pratica esquecida porque automatizada. E caracterizado pelo seu funcionamento à vocação única e pela circulação não interrompida que provoca, in fine ausência de humanidade.
Pensar os lugares no âmbito da contemporaneidade abre caminhos a novas reflexões. O lugar podia definir-se em função do modo de espacialização, de estar no espaço.
Os “não lugares” são colectivos e comuns sem possibilidade de apropriação e de investimento do espaço: sítios de passagem, de frequentação no anonimato, pontos de transição prolongados e de ocupação provisória.
A “impossível viagem” que sugere ZAAT nesse contexto urbano é de experiências singulares no confronto entre trânsito e contemplação. Pode considerar a proposta aqui apresentada com um apelo a alteridade de uso tanto na pratica social individual do espaço urbano como nos habituais ambientes e referentes atribuídos à divulgação artística.
A atopia situa-se no lado de, em margem da topologia comum. (Não-Lugares, Marc Augé)

INSIDE - [Arte e Ciência]

A exposição INSIDE [arte e ciência] reúne 22 artistas que, de diferentes formas e media, baseiam a sua obra na ciência, desde a biologia, a inteligência artificial ou a robótica. Podemos observar desde colónias de formigas artificiais que geram um novo tipo de fotografia, projectos arquitectónicos baseados em investigações na área das neurociências, projecções vídeo que mostram a intersecção entre a arte e a biologia celular, vários exemplos de arte robótica, e até uma orquídea concebida com genes do próprio artista que a plantou.

Local da Exposição: Cordoaria, Torreão Nascente
Av. da Índia - Lisboa, 1300-342

Horário: Terça a Sexta, das 10:00h às 19:00h Sábado e Domingo, das 14:00h às 19:00h (Segunda e Feriados Encerrado)
Conferências:
Todos os Sábados às 17:00h
Até 15 de Novembro

Hinterland


A 70 quilómetros de Berlim, construída sobre uma antiga base aérea da RDA, uma imensa cúpula de metal, semelhante a uma nave espacial, abriga hoje um impressionante parque tropical.
Através da descoberta do Tropical Islands e das múltiplas camadas históricas em que foi implantado, o filme propõe uma perspectiva singular sobre o lugar e a história, a arqueologia poética da nossa relação com o tempo, espaço e ilusão.



sexta-feira, 30 de outubro de 2009

New Territories

Water Flux, Évolène, Suiça
R&Sie

"No aesthetics,

no historic

but genetic

The whole productive spheres, medical, scientific, artistic,
obviously sexual is today confront with problems of transformation,
of hybridization, from silicone to artificial muscles,
from sexual transformism to changes of identities,
from biotechnologies to eugenism underlying.
The integrities defined by modernity have imploded.
The body became a programmable instrument in vitro,
an reprogramming envelope with injections of collagen.
At the antipodes of the Cyber-Robot of Metropolis,
the contemporary prosthesis is made of flesh,
and the functional excrescence in recomposed artificial derm.
The body is not denied, but exacerbated, hypertrophied,
and the skin is not any more an element of covering, of protection,
but like a reactive surface to the environment.
Functions and Bodies would thus have become the physical attributes of an individual choice,
not of an evolutionary adaptation from the constraints,
at the opposite of Darwin's ideas.
And human being could be the first animal species to organize
His own conditions of mutations to quote one of the main idea of Houelbeck in the elementary particle’s book.
From these possible who alternate with ambiguity,
Science Fiction and reality, morals, its limits and its going beyond,
Front these biogenetic mutations,
which assimilate our evolution to those of avatars,
how to believe that architecture can still consist of just bodies,
identifiable,
like slices of chorizo in a lagoon's pizza.
The processes of distortion, originating from morphing,
and here presented by serial tapes or elsewhere on video tapes,
stem from this dearth and open up a field of possibilities.
Over and above a fascination with the technological tool,
and with the contrived metamorphosis that it creates,
we are exercised by its revelatory and operational function.
The more deceptive the morphed movement seems,
the more inert in its transformation,
the more the urban and architectural project seems to be dominated by the prior situation.
The more the morphing can be read in its artifice,
the more the projection seems,
this time around, to be deterritoralized.
Unlike an instrument of representation,
morphing thus reveals the degree to which the hypotheses are decontextualized,
and in an on-going back-and-forth between deduction and induction,
a re-reading of the successive phases will validate or invalidate the relevance of the choices,
in a making with to do less strategy.



No aesthetics,

no historic

but genetic


Like a chemist having to produce the experiment to read it again and,
understand it,
this empirical and random process,
is built on reaction and folding on the support.
The skin of the photographic,
cartographic image is transformed
and metamorphosed in one and the same envelope in one and the same matter,
it undergoes manipulations akin to folding,
extrusion and scarification.
And the pixels,
fractal fragments of the real, are put back together again in a series of genetic mutations.
This grafted manipulations,
like images of piercing under cutaneous,
operate on several registers,
several identifications,
is it a process of degeneration, a topological cyst,
a code of tribal recognition,
an exacerbation of hyperlocalism where the city is assimilated to an organism.
The context, here, is not idealized or conceptualized,
but substrate of its own mutation.
The virtual instrument would become paradoxically a principle of reality,
and architecture escapes from abstracted projections to be assimilated to a distortion of reality,
in situ." in New Territories








Texto/Manifesto de um projecto louco. Mais posts virão. Mais informação.

Visual Complexity


Atrevam-se a explorar visual complexity

Greg Lynn on calculus in architecture




Intercâmbio de informação vinda de Berlim

Saudações ,

d' Amiga de Berlim

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

MIT








"The real-time city is now real! The increasing deployment of sensors and hand-held electronics in recent years is allowing a new approach to the study of the built environment. The way we describe and understand cities is being radically transformed - alongside the tools we use to design them and impact on their physical structure. Studying these changes from a critical point of view and anticipating them is the goal of the SENSEable City Laboratory, a new research initiative at the Massachusetts Institute of Technology. "








Um site que vale bem a pena. Actualizado pelo M.I.T. com alguma regularidade, prima pelos projectos contemporâneos que usam a tecnologia como ferramenta de visualização, e criação, de muita da informação citadina que nos rodeia, permitindo gerar um novo conhecimento sobre o seu funcionamento, crescimento e interrelação com quem a conforma: nós.

Shelter

Acabou o concurso promovido pelo Museu Guggenheim e a Google para um abrigo (Shelter) de pequenas dimensões, desenhado por um arquitecto usando como ferramenta de design gráfico o Google SketchUp e o Google Earth. O vencedor por votos do público foi o arquitecto português David Mares com o projecto "CBS - Cork Block Shelter".



Votação do Público, Finalistas




Vencedor por voto do Juri



Não concordando totalmente com os resultados, ficam aqui dois exemplos daqueles que gostámos:

Projecto Waste-Pickers Shelter para a realidade colombiana

Projecto CBO para a realidade protuguesa.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Powers of Ten

Charles e Ray Eames, casal de arquitectos e designers com produções nas décadas 40, 50, 60 e 70.


Powers of Ten, filme produzido em 1977 por ambos após Charles ter lido o livro Cosmic View: The Universe in Forty Jumps, de 1957. Aqui tentavam visualizar cinematograficamente as diferenças de escala, suas consequências no tempo e no espaço (reparem como a velocidade é dinâmica, acelerando), conforme os limites da nossa percepção: 10^15 e 10^(-16). Uma atitude e metodologia que aplicavam na criação: "Charles aprendeu com Eero Saarinen a importância de ver as coisas na escala precisamente acima e precisamente abaixo" citação de Ray no livro de 1982 sobre este filme. Sendo a nossa visão, como arquitectos paisagistas, necessaria e simultaneamente elementar e globalmente sistémica, faz todo o sentido fazermos este post.




Em vez de colocarmos uma listagem longa e descontextualizada de produções do casal, recorremos ao TED para uma ilustração da obra.


The Fun Theory

"This site is dedicated to the thought that something as simple as fun is the easiest way to change people’s behaviour for the better. Be it for yourself, for the environment, or for something entirely different, the only thing that matters is that it’s change for the better. " in The Fun Theory


"Take the stairs instead of the escalator or elevator and feel better” is something we often hear or read in the Sunday papers. Few people actually follow that advice. Can we get more people to take the stairs over the escalator by making it fun to do"



O Prémio "The Fun Theory" está aberto a concurso até dia 15 de Novembro. Reconhece as ideias, pensamentos e invenções que ajudam a provar a teoria: a melhor forma de mudar o comportamento humano é através do divertimento. Talvez um pouco inconsequente, visto isoladamente, acrescentamos nós. No entanto todos os projectos presentes no site possuem algo em comum: qualquer pessoa pode interagir com o espaço, e a tecnologia existe somente como um interface. Esta revela por sua vez as acções, isoladas ou em conjunto ( como no projecto que aqui apresentamos), dos usuários, indo ao encontro do desejo de cada um se incorporar no espaço e moldá-lo. A tecnologia pode ser tudo menos impessoal.

domingo, 18 de outubro de 2009

Tablas de Daimiel

Imagem 1: "Incendios subterráneos en las tablas de Daimiel. HEBER LONGÁS / ELPAÍS - 12-10-2009"
Imagem retirada do site do jornal El País

Na confluencia do rios Guadina e Giguela, um Parque Nacional de apenas 1928 hectares desaparece. O Parque Nacional de Tablas de Daimiel, pertencente à Convenção Ramsar de protecção de zonas húmidas, notícia na semana passada em Portugal através do jornal O Público e em espanha pelo El País, sofre as consequências de um uso insustentável da agricultura. Dos 1600 hectares inundáveis, apenas 5 hectares se mantêm como tal nos dias que correm. Os lençóis freáticos desceram para 30 metros, e a extração da da água existente nestes, através de furos, não abranda paradoxalmente à contínua reducção da pluviosidade.
É o mais pequeno dos 18 Parques Nacionais espanhóis e o mais interior, situado na meseta ibérica. O reduzido declive proporcionou uma reducção na velocidade do caudal, sendo a área afectada por recuos e avanços sasonais da água. Formou-se assim uma psaigem rica em biodiversidade, sobretudo no que toca a aves migratórias. No entanto, desde 1956, através de uma lei que permitia o uso agrícola dos terrenos pantanosos limítrofes, a sobreexploração reduziu fortemente o caudal. Como consequência o solo, rico em matéria organica, viu-se exposto permanentemente ao ar, encontrando um ambiente de aerobiose que permitiu uma combustão lenta da turfa acumulada ao longo de centenas de anos. Esta combustão consume grandes quantidades volumétricas de solo, criando fissuras, e fumarolas (ver imagem 2), pondo em causa a impermeabilidade do solo e uma possível e futura solução: passa por inundar a zona através de transvases e canais de rios próximos (ver imagem 1). Algo já tentado e fracassado, irá ser repetido, com melhores resultados esperados. Estas soluções têm sido empurradas pela pendente decisão da UNESCO de retirar o parque da sua protecção caso não seja resolvida a situação até 2011. O que se reconhece em ambas as reportagens é que qualquer solução não será capaz de reverter em absoluto a situação. A combustão da massa no subsolo irá criar depressões e declives superiores, inviabilizando uma inundação geral da área.

Imagem 2: "Una fumarola en un agujero del suelo del Parque Nacional de las Tablas de Daimiel. 12-10-2009 ". Imagem retirada do site do jornal El País.




Ver mapa maior

Garden Poems

Garden Poems da Everyman's Library


Lá dentro:
John Milton
Ovidio
E.E. Cummings
Thom Gunn
John Donne
James Merrill
Wallace Stevens
Robert Browning
Shakespeare
[...]



Post um pouco temático. A verdade é que a colecção de Pocket Poets a que este livro pertence tem uma grande qualidade. Sempre temáticos, coleccionam um vasto número de grandes poetas. Para encontrarem este ou qualquer outro livro experimentem visitar a livraria Poesia Incompleta. Caso o rapaz-livreiro não tenha no momento, certamente conseguirá encomendar.

sábado, 17 de outubro de 2009

(In)visible Time

Tetsuo Furuichi, Kengo Kuma, Jun Aoki, CAt ( Kazuhiro Kojima+ Kazuko Akamatsu), Hiroshi Sambuichi, Kumiko Inui, Jun Igarashi, Sou Fujimoto, Ryuichi Ashizawa, Jo Nagasaka, Hideyuki Nakayama, Mount Fuji Architects Studio ( Masahiro Harada+ Mao Harada), Masafumi Sumiyoshi, Kazuyasu Kochi, Jun Sato, Kenji Nawa, Shunsuke Kurakata, Noriyuki Fujimura

IPA Design Lab (R. Da Boavista nº 67)
De 8 de Outubro a 6 de Novembro, de 2ª a 6ª das 9.00h ás 23.00h
IPA Design Lab (R. Da Boavista nº 67).
De 8 de Outubro a 6 de Novembro, de 2ª a 6ª das 9.00h ás 23.00h.
Uma exposição que tenta definir o panorama do Japão contemporâneo, com 14 arquitectos e 2 engenheiros japoneses. Organizada pela Anywhere Door e pertencente ao grupo de projectos Tangenciais da ExperimentaDesign.



Ver mapa maior

Nikon Small World

"The Nikon International Small World Competition first began in 1974 as a means to recognize and applaud the efforts of those involved with photography through the light microscope. Since then, Small World has become a leading showcase for photomicrographers from the widest array of scientific disciplines.

A photomicrograph is a technical document that can be of great significance to science or industry. But a good photomicrograph is also an image whose structure, color, composition, and content is an object of beauty, open to several levels of comprehension and appreciation." in Nikon Small World


Primeiro Lugar 2009, por Dr. Heiti Paves
Tallinn University of TechnologyTallinn, Estonia
Arabidopsis thaliana (thale cress) anther (20x)
Técnica confocal


Prémio do Público, por Dennis Breitsprecher
Hannover, Lower Saxony, Germany
Fluorescent actin bundles growing from the surface of coated beads (63x)
Técnica In-vitro TIRF Microscopy

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Chiado 8

The Right Stuff, 2008-09 (pormenor)


The Great Curve
RUI TOSCANO
"Explorando campos de interesse tão variados como o cinema, a cultura urbana, a ficção científica, o deejaying ou o veejaying, e adoptando meios tão diversos como a pintura, a escultura, o vídeo, o desenho ou o som, a prática artística de Rui Toscano (Lisboa, 1970) tem-se destacado pela forma peculiar como sobrevive à voragem pós-moderna e aos seus potenciais equívocos.
[...]
Nos últimos anos, a sua obra tem dedicado uma sistemática atenção à paisagem e às condições da sua percepção e representação, recorrendo, entre outras, a estratégias de fragmentação ou à exploração do espaço dúbio entre a imagem fixa e a imagem em movimento. Em The Great Curve mantém-se a tónica na paisagem mas, desta feita, transposta para o domínio do espaço sideral. A vivência eminentemente especulativa do Universo e a sua possível tradução fenomenológica estão na base da exposição que este artista projectou para os espaços do Chiado 8." in Culturgest/Chiado 8


Ver mapa maior


Chiado 8

3ª Paisagem

Gilles Clément

"The whole of abandoned spaces, which are the main territories of refuge for biological diversity. It includes leftover territory, both rural and urban, and the untilled zones: the edges of roads and fields, of industrial areas and nature reserves. It is the space of indecicion, and the living things that occupy it act freely. To see the Third Landscape as a biological necessity that influences the future of living things modifies our interpretation of the territory, attributing value to places that ar normally neglected" in Planetary Gardens - um rapaz desta casa tem um exemplar. E empresta.



( ...especialmente para todos os que ouviram esta noção sair da boca de um estudante de arquitectura civil, direita a um arquitecto paisagista, na forma de pergunta )

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Uns dias em que vale a pena viver em Lisboa

.











.

mirrorcities


"Lisboa e Tóquio talvez sejam semelhantes quando se usa o metro, quando nos sentamos num banco ao ar livre, quando se olha para um menu exposto junto à entrada de um restaurante informal, quando compramos algo numa lojinha de bairro, quando se observam as crianças com os seus bibes ou as suas fardas escolares azuis, nas suas brincadeiras, o ambiente cultural dos museus, o intricado dos fios eléctricos imprescindíveis, os casais passeando de mão dada.

Mas Lisboa e Tóquio são diferentes no modo de fazer publicidade, no uso do espaço de dormir, nas tradições ligadas ao vestuário, nos materiais de construção das habitações, no modo como se come e o que se come, nos costumes tão díspares como o descalçar dos sapatos, nos espaços religiosos e nas respectivas tradições e cerimónias como o casamento.
[...]
Tóquio tem a imagem de uma cidade ultramoderna, em constante mutação, ao contrário de Lisboa, que espelha ainda uma aura histórica e tradicional. Mas ambas não se podem reduzir a uma caracterização tão simplista: enquanto na capital japonesa ainda são visíveis costumes e tradições herdadas de uma cultura muito forte e milenar, Lisboa, por seu lado, abre-se cada vez mais para o futuro." in mirrorcities

Lounge, 2 Outubro a 1 Novembro
Fotografias de Sara Lopes Godinho e Patrícia Chorão Ramalho em que as autoras comparam o quotidiano urbano de dois lugares distantes, Lisboa e Tóquio. Durante 150 dias, captaram ambas semelhanças e contrastes culturais das duas cidades em 150 temáticas diferentes. Deste trabalho resultou a associação de duas fotografias (uma de cada cidade) numa imagem dupla.

O projecto Mirrorcities nasceu da vontade de duas amigas e colegas continuarem a trabalhar juntas, quando uma delas partiu para o Japão para desenvolver uma pesquisa nesse país com uma bolsa da Fundação Oriente.

O conceito do projecto é extremamente simples: duas cidades (Lisboa e Tóquio), uma pessoa em cada uma das cidades e um tema por dia. A cada dia era dedicado um tema específico e cada uma das autoras tinha de procurar fotografar esse tema na sua cidade. Diariamente eram seleccionadas duas fotos e colocadas num website. Os resultados eram sempre inesperados, umas vezes pela sintonia das imagens, outras pelo contraste.



Nota: a imagem foi retirada do site do projecto sem autorização das autoras. Se isto ofender as autoras não deixem de nos avisar que retiraremos imediatamente a imagem e pediremos desculpa.